O horizonte se ergueu e as luzes foram apagadas
Cruzamos estradas fechados em carros lotados;
As horas transcorrem-se sem batalha,
E o silêncio matuta versos horrendos.
Vozes escuras corrompem os traços
Que alguém caprichosamente delineou.
Mas, vejam! Qual sábio aceitaria
Tamanha feiura perante o Sol e os Céus?
Os ventos passeiam e cruzam-se
Numa sucessão de voos majestosos e fúnebres
A chuva perpassa, os pássaros voam pesarosamente;
Engole-se a ceia sem qualquer cerimônia
E qualquer olhar mais atento saberia
Que a verdade se escondia bem ali, atrás do mundo;
O mundo torto e desajustado que construímos
Sem pensar no quanto seríamos infelizes.
[Poesia originalmente utilizada no concurso cultural "Fragmentos do Cotidiano" da EDUFU - Editora da Universidade Federal de Uberlândia]
[Imagem: Cidade do Cabo]
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